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MOC celebração 50 Anos de travessias pelo Semiárido Baiano


Um longo caminho trilhado e muitos plantios semeados, germinando em inúmeras transformações de vidas em cada canto desse Semiárido Baiano, por onde o MOC passou. De 1967 a 2017, o Movimento de Organização Comunitária – MOC vem desbravando municípios desde o Portal do Sertão, Território do Sisal até a Bacia do Jacuipe, na busca por mais direitos e vidas com qualidades no Semiárido Baiano.

Após ter percorridos muitas terras que fez e faz parte de sua história, para comemorar com o seu povo através da Caravana Itinerante MOC 50 Anos, por um Sertão Justo, o MOC comemorou seu marco histórico de cinco décadas em uma culminância celebrativa nos dias 17 e 18 de outubro, no auditório central da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), em Feira de Santana, cidade onde se deu os primeiros passos para construção desse cinquentenário. Celebrando sua rica colheita de flores e frutos, de práticas e experiências, assim como de conquistas e direitos garantidos, na luta por um Sertão justo, por um Semiárido com gente e vida com qualidade.


E com esse espirito de quem não foge da luta, que o MOC resiste e insiste na construção de um Sertão mais Justo e celebra os seus 50 anos, trazendo na abertura desse lindo momento a Orquestra Santo Antônio, do município de Conceição do Coité, que cantou e encantou com canções que retrata um Semiárido cheio de possibilidades. Dando seguimento com uma mística de acolhida e apresentação de objetos característicos dos programas que compõe a instituição. Na mesa de abertura e saudação esteve presente o senhor José Jerônimo Morais (Presidente do MOC), Naidison Baptista (Coordenador Asa Bahia e Presidente da ASA Nacional), Jacques Wagner (Secretário de Desenvolvimento Econômico), Evandro Nascimento (Reitor da UEFS), Jerônimo Rodrigues (Secretário de Desenvolvimento Rural), Cesar Lisboa (representando a Secretaria de Desenvolvimento Social, Trabalho, Justiça e Direitos Humanos Social SDSTJDH), Ildes Ferreira (Secretário de Desenvolvimento Social de Feira de Santana) Elisângela Araújo (Fórum Baiano de Agricultura Familiar) Neusa Cadore (Deputada Estadual), Cecília Carvalho (Prefeita de Itiúba) Débora Rodrigues (Fórum de Economia Solidária) Felipe de Sena (Rede de Educação do Semiárido Brasileiro - RESAB), Maria Zélia (Suplente de vereador/a de Biritinga) e Ângelo Almeida (Deputado Estadual).

Abrindo as saudações, o reitor da UEFS fala da parceria importante com o MOC para transformação de vidas no Semiárido, “Uma parceria histórica em diferentes projetos, pesquisa e, sobretudo de extensão, com muitas contribuições para transformação de vidas e acho que esse é o lado mais belo do MOC é a transformação da vida das pessoas e transformando as pessoas nós transformamos o mundo (...). Que o MOC tenha muitos outros 50 anos de vida, transformando realidades, gerando oportunidades, trazendo felicidade, igualdade, justiça social, humanidade, respeito e somente assim poderemos construir um futuro e nação melhor todos. Viva o MOC”, manifestou Evandro.

“São 50 anos de história e meio século para organizar as comunidades e os empreendedores, as redes de mulheres, as cisternas. Quero parabenizar aqueles que carregam também a história do MOC como Jerônimo e Neidison. Parabéns MOC e mais 50 anos pela frente”, frisou Ildes Ferreira.

Segundo o Secretário Jacques Wagner têm algumas coisas que devemos refletir e comemorar que é a alegria uma etapa cumprida, mas também fortalecer a alma e o corpo e a mente pra continuar mais 50 anos do MOC. “Parabéns pelos ideais que é o que sustenta a caminhada de vocês e que Deus abençoe ao MOC e todos os seus fundadores que estão de cabelo branco como eu, mas eu queria me dirigir principalmente a toda essa juventude do MOC que eu vi lá fora e aqui dentro,que sirva de exemplo pra vocês os Albertinos, os Jerônimos, os Neidson  e as tantas pessoas que vieram puxando, porque vai chegar uma hora que vamos precisar dessa juventude para assumir a direção. Então parabéns ao MOC e que Deus abençoe vocês e que possa ter mais cinquenta anos de caminhada e de defesa do povo”, destacou o ex Governador da Bahia Jacques Wagner.
“Se não fosse o movimento de mulheres que o MOC compartilha, se não fosse à economia solidária, se não fosse a juventude, portanto a história do MOC se confundi muito e é uma confusão boa entre os dirigentes, os técnicos e o público estratégico do MOC.
E aqui eu vejo uma transição muito estratégica entre as pessoas que construíram as paredes do MOC e essa juventude ou essa adolescência ou essas pessoas da vida adulta que vão transformando e espalhando as coisas boas por aí, que o MOC traz (...). E os frutos dos 50 Anos do MOC são com certeza imensurável, se a gente for tentar elencar aqui tudo aquilo que o MOC fez nos seus 50 Anos com certeza nós não conseguiremos. É um momento e é um dia em que a gente tem que trazer os nossos agradecimentos ao MOC”, salientou Jerônimo Rodrigues.

Elisângela Araújo frisa sobre um MOC que faz parte da vida de todos nós. E destaca a sua saudação para uma mulher que vem contribuindo grandemente com essa história do MOC, a Coordenadora Geral Célia Firmo.

 “Célia representa muito bem o empoderamento da mulher, que o MOC trabalha com a equipe gênero, que ajudou a nós mulheres compreender o nosso papel e encontrar o nosso espaço na sociedade (...). É um dia de muita alegria, de muita emoção e que a gente enche o peito de esperança com alegria de lutar e ter resistência para que possamos ter uma sociedade diferente, uma sociedade com justiça e igualdade social, que respeito as mulheres, para que a gente consiga vencer esse retrocesso para que o Semiárido viva bem com gente feliz. Viva o MOC e mais 50 anos de luta e resistência”, disse Elisangela.

“50 anos não são 50 dias. Quero parabenizar ao MOC por essa trajetória excepcional, rica em experiência e dizer que vamos juntos construir uma educação contextualizada e vida melhor para o nosso povo”, abordou Felipe de Sena. A Maria Zélia também parabenizou a história do MOC. “Que o MOC possa viver mais e mais 50 anos levando essa transparência e acolhendo a todos/as que precisam. Viva MOC, o povo nordestino, e a agricultura familiar”, comentou Zélia.

 “A história do MOC é também a história de quem fez muitas semeaduras. Vida longa ao MOC, que a gente possa nesse cinquentenário se abastecer e ter a certeza que faz muito bem à nós uma olhadinha para essa caminhada, para que a gente possa olha para frente e para o futuro entendendo o nosso papel para resistir e para continuar dando nossa contribuição nesse ano tão difícil. O MOC para gente é a certeza que existe um caminho. O MOC é uma escola, aprendemos muito e temos que continuar nessa caminhada. Obrigada a todos/as que participam dessa história e que nos dão esse grande exemplo. Feliz em saber que essa história alimenta a nossa vida”, ressaltou Neusa Cadore.

Segundo Naidson Baptista a ASA agradece ao MOC pela sua contribuição na construção dessa rede. “Muito obrigado pela sua contribuição na construção dos resultados de Convivência com o Semiárido, que nós temos no Brasil à fora. Obrigado por estar presente nos momentos bonitos, mas também nos momentos de dificuldades no debate da construção da ASA (...). A ASA quer dizer ao MOC nesse momento, vida longa, continuem acreditando na Convivência com o Semiárido, porque a Convivência com o Semiárido é a estrada de libertação do povo do Semiárido. Continuem acreditando e fazendo isso. Muito obrigado! ”, agradeceu o presidente da ASA nacional.

O presidente do MOC José Jerônimo expressa sua alegria de comemorar essas cinco décadas de vida do MOC e convida as gerações futuras para dar início a contagem dos próximos 50 anos. “Abertino está aqui, simplesmente à presença dele nos dá sentido de perseverar. Eu vou me pronunciar da seguinte forma: começa a contagem para os próximos 50 anos e para isso falta pouca coisa é necessário, uma cisterna e um par de asas (...). A nossa vida não se restringe ao aqui e agora, e quando eu digo cisternas e asas, quero repetir uma lição que venho insistindo, nós estamos vivendo um momento de refundação da republica e isso está acontecendo exatamente em volta das cisternas (...). Precisamos estar um ao lado do outro nessa convivência que entra na construção do amanhã e que, portanto, essa geração mais nova, essas crianças merecem a nossa máxima consideração. São elas que darão continuidade a essas transformações que construiu esses anos de 50 MOC anos, ”, salientou o Presidente do MOC.


Palestra com o Convidado Especial: Frei Betto

Na noite comemorativa do dia 17, aconteceu um momento importante de reflexão com a palestra do nosso convidado especial Frei Betto jornalista, antropólogo, filósofo e teólogo, autor de mais de 60 livros e ganhador do prêmio Jabuti em 1982. Que ressaltou sobre a "Atual conjuntura brasileira e a construção da esperança”.
 Na oportunidade Naidison Baptista mediou à mesa com o palestrante, fazendo uma contextualização do trabalho do MOC durante esses 50 anos de luta e resistência, por um Sertão Justo. “O MOC vem trabalhando na perspectiva da resistência, pois nasceu da resistência. O MOC hoje quer dar o seu testemunho e quer continuar o seu trabalho na perspectiva da resistência, para celebrar isso nada melhor Betto que trazer você, com sua história de cristão comprometido com a justiça, comprometido com a igualdade e comprometido de estar a favor dos mais pobres. É com essa história e é com essa reflexão que você vem nos ajudar a refletir o nosso caminho e nessa celebração dizer que queremos continuar esse seguimento”, frisou Naidson, Presidente da ASA nacional e também assessor da diretoria do MOC.

O grande Frei Betto iniciou sua reflexão trazendo historicamente à conjuntura política do país, retratando sobre as injustiças, a ditadura, da qual foi vitima e ainda sobre o caminhar desse processo ao longo dos anos na República Federativa do Brasil. O Frei trouxe também a igreja como uma fonte de abastecer a sociedade com fé, esperança e amor, mas afirmando que a estrada que transforma e modificam essa conjuntura será sempre os movimentos sociais, esses que conduzem o mundo. Betto segue sobre essa conjuntura no atual cenário do país. “Eu considero que a sociedade continua dividida em esquerda e direita. São de direita todas as pessoas que consideram a desigualdade social tão natural como a luz do dia e da noite e são de esquerda todas as pessoas que consideram a desigualdade social, uma injustiça e ficam indignados diante dela”.
Para o Frei não há milagre, o futuro será o que fazermos do presente, isso vale para a vida pessoal e social, na perspectiva de que o futuro será sempre resultado do que fizermos no presente, tendo como única saída acreditar no nosso próprio poder. Abordando ainda na sua fala sobre consciência política. “A Consciência política é quando você descobre que a vida não é um mero processo biológico de reprodução da nossa vida biológica e a sua sucessão de filhos e netos. Uma pessoa politizada é uma pessoa que decidiu tirar o salto da percepção da vida de um grande fenômeno biológico para um grande fenômeno biográfico, essa vida constrói história. A vida de vocês constrói história, isso que é ser cidadão, militante, protagonista, sujeitos históricos e nós não cuidarmos desse trabalho. E agora, nós temos que pensar o seguinte, onde colocar nossa esperança? Vamos ficar de braços cruzados, acreditando na eleição do ano que vem? ”, questionou o Frei.

Betto ainda lembrou do governo do PT, que para ele foi o melhor em termos de olhar paras desigualdades sociais e criar políticas públicas voltadas para desertificação da pobreza, embora tenha sido pouco diante da necessidade da sociedade brasileira. Assim, o Frei traz a importância de se organizar e se mobiliar em função de um novo proposito e um no projeto, que trabalhe de forma mais intensa na luta por mais dignidade de vida para os povos dessa nação. “Um projeto de construir uma nação de dignidade, de construir uma nação sem as barreiras do preconceito e da discriminação, da desigualdade de classe. Eu sonhei quando fui preso que um dia eu via essa nação. Eu faço questão de ser semente, porque se não houver semente não tem o que colher, nós todos devemos fazer esse proposito ser semente de um projeto novo no Brasil e no mundo. É preciso guardar o pessimismo. Todos nós temos os mesmos direitos de ter as mesmas oportunidades”, finalizou o Frei Betto.

Segundo Momento de Celebração

Em mais um dia lindo de comemoração dos 50 anos de história, lutas, resistências e conquistas do MOC, por um Sertão Justo marcou esse dia 18 de outubro, abrilhantando o espaço do auditório da UEFS, com apresentação teatral, recitais de poesias, entrega de certificados do Festival Literário “Sertão em Verso e Prosa” e da Exposição Fotográfica “Olhares Sobre o Sertão”, assim como uma mesa de proza com relatos das transformações do MOC na vida dos sujeitos protagonistas, que tiveram suas vidas transformadas a partir das ações desenvolvidas pelo MOC, contribuindo ainda com a construção desse cinquentenário de existência e persistência para buscar e garantir mais direitos, através do acesso viável das políticas públicas para o povo do Semiárido Baiano.

Cantos e encantos com apresentações culturais no espaço do Hangar da UEFS festejou ainda mais esse dia de celebração. Onde também foi realizada trocas de Sementes Crioulas, entre agricultores/as de diversos municípios que participaram desse ato festivo do MOC, essas sementes são mais uma rica estratégia de convivência no Semiárido.

Os parceiros também foram homenageados através de uma rede de retalhos, mostrando aqueles que contribuem e contribuíram para a concretização das ações do MOC nos diversos municípios de atuação. Ainda tiveram um dedo de proza sobre as parcerias com MOC por esses 50 Anos.

Na finalização desse momento histórico, muitas emoções, choros, risos, homenagens, abraços e palavras que expressam a alegria e o orgulho de cada um/uma que faz parte dessa história. Viva o MOC! “É no Semiárido que a Vida Pulsa! É no Semiárido que o Povo Resiste”!

O MOC sou euA caravana MOC 50 Anos, por um Sertão Justo desbravou o Sertão promovendo diálogo com as pessoas, crianças, adolescentes, jovens, homens e mulheres, agricultores/as familiares, empreendedores/as da economia solidária, educadores/as do campo contextualizado, gestores públicos das diferentes áreas de direitos e parceiros locais. Com diálogos sobre as lutas e desafios, as resistências e resiliências necessárias para unir forças e construir um mundo mais justo nesse lugar chamado Sertão. São 50 Anos de luta e resistência para junto com as pessoas construir um lugar melhor e mais justo.

A professora da educação contextualizada do município de Barrocas Rejane Queiroz falou da ousadia do MOC em ser fundada em plena ditadura militar, na luta por organizar as comunidades em busca de direitos. Ela que conheceu o MOC através da educação do campo contextualizada trouxe a importante desse processo para as comunidades rurais e para sua própria vida. “Eu costumo dizer que o MOC é a Universidade popular do Sertão. É daquelas que quando chega em nossas vidas, nos acolhe, nos ensinas com diversas formações e a gente reza para que nunca saia de nossas vidas”, expressou Rejane.O jovem Cristiano da Cunha Santa (de Educomunicação), contou sobre a as mudanças de vidas para ele e sua familiar através do MOC. “Falar do MOC é motivo de muito orgulho para mim. Entrei no MOC através do projeto com Actionaid e depois Baú de Leitura (...). O MOC mudou não só a minha vida, mas da minha família com a chegada da cisterna. Que eu possa estar aqui para comemorar os próximos 50 anos do MOC. Eu quero dizer que faço parte dessa história” ressaltou Cristiano.Há 40 anos que dona Terezinha dos Santos (Movimento de Mulheres Trabalhadoras Rurais - MMTE e Diretora do Sindicato Retirolândia) participa desse movimento social que é o MOC. “O MOC é pai e mãe dos movimentos sociais, uma faculdade que nos ensinou a viver com dignidade, honestidade e com sabedoria, na luta pelos nossos direitos”, frisou dona Terezinha que ainda parabenizou aos  50 anos de MOC e sua equipe pela bela festa de comemoração.“Hoje me sinto uma mulher empreendedora graças ao MOC”, enfatizou Vandalice Santana Santos empreendedora de artes de mulheres de Riachão do Jacuípe e coordenadora da Rede de Produtoras da Bahia.“O MOC nos ensinou sobre a Convivência com o Semiárido, com a família e com a nossa comunidade, a respeitar o nosso direito, fazer justiça, conhecer o nosso espaço para que a gente tenha uma vida respeitosa e com nossos direitos. Por tudo isso só tenho que agradecer ao MOC. E viva o MOC”, comentou seu José Leôncio das Chagas, agricultor familiar da comunidade de Malhada da Areia, município de Araci.O Comunicador Social Silvanio Manuel Oliveira dos Santos do município de Nordestina relatou sobre a importância do MOC, no incentivo de fazer uma comunicação diferenciada e nesse processo transformou sua história de Comunicador. “Quando conheci o MOC não imaginava que mudaria tanto minha vida enquanto comunicador (...). O MOC é uma instituição de referência no Território do Sisal, é uma escola que ensinou a fazer essa comunicação diferenciada”, disse o Comunicador que também parabenizou o MOC fazendo votos de muitos anos de vida para ao MOC. 

Abaixo fotos:












































































































































































































Fonte: Programa de Comunicação do MOC
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