Adolescente de 13 anos morre após mordida de morcego


A Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro informou nesta terça-feira (16) que emitiu um alerta para os municípios fluminenses após a confirmação da primeira morte por raiva humana no estado desde 2006.
Um adolescente de 13 anos contraiu a doença em Angra dos Reis, no Sul do RJ, e morreu em uma unidade de saúde da capital em março.

A assessoria de imprensa da secretaria informou que não houve notificação de outros casos após a morte do adolescente e que o alerta só foi enviado nesta terça porque a SES estava fazendo a checagem oficial do caso e que o início da pandemia do novo coronavírus retardou o processo.
O último caso registrado de raiva humana foi em São José do Vale do Rio Preto, há 14 anos. Na capital, onde o menino morreu, o caso mais recente foi em 1986.

O adolescente foi mordido por um morcego no fim de janeiro e não foi à unidade de saúde para tomar doses da antirrábica, de acordo com a secretaria. Os primeiros sintomas apareceram em 22 de fevereiro.

Ele foi internado no dia 7 de março e, cinco dias depois, o jovem foi transferido, já com suspeita de raiva, para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira (IPPMG/UFRJ), no Rio.

O adolescente morreu no dia 30 de março, dez dias depois da confirmação da doença.

Alerta

A secretaria disse que os municípios do estado foram informados sobre protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde para evitar casos de raiva humana no Rio de Janeiro.

Um alerta sobre os protocolos de segurança e a importância de equipes de vigilâncias capacitadas foi feito em reunião com 92 secretarias do estado na última quarta-feira (10).

Ainda segundo a secretaria, “há indicativo Ministério da Saúde que haverá envio de vacina antirrábica animal para realização da campanha até novembro”.

Sintomas

Inicialmente, durante os primeiros dias, a raiva humana apresenta mal-estar, aumento de temperatura, falta de apetite, dor de cabeça, enjoos, dor de garganta, irritabilidade, inquietude e sensação de angústia, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. Há ainda dor, queimação e formigamento no local onde houve a mordida.

Com a progressão da doença, a pessoa infectada passa a ter febre, delírios, espasmos musculares involuntários – na laringe, faringe e língua ocorre com a ingestão de líquidos, causando produção de saliva – e convulsões, além de ansiedade e hiperexcitabilidade.

Os espasmos podem levar a um quadro de paralisia, com mudanças cardiorrespiratórias, retenção urinária e constipação intestinal, de acordo com a secretaria. Há também sensibilidade a luz e sons, dificuldade de engolir e medo de água.

Fonte Salvador Notícia 
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