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COLUNA - Cooperativismo Baiano mostra sua força econômica - Por Cergio Tecchio

 Cergio Tecchio – Presidente do Sistema OCEB


O cooperativismo é um movimento de pessoas que se organizam entre si para obter maiores benefícios e melhores resultados por meio do trabalho realizado de forma compartilhada, observando princípios e valores que são reconhecidos mundialmente pela ACI – Aliança Cooperativa Internacional, que é a guardiã desses princípios e valores, e que representa o movimento cooperativista nas ONU - Organização das Nações Unidas.

 

 No Brasil, os números do movimento patrimonial das cooperativas, considerando o exercício de 2020 (31/12/2020) são extremamente significativos, conforme dados da OCB – Organização das Cooperativas Brasileiras, publicados no Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2021. No documento constam 4.868 cooperativas que integram a OCB, com mais de 17 milhões de cooperados e que, juntas, possuem mais de 455 mil empregados.

 

 As cooperativas se dividem em sete ramos, quais sejam: Agropecuário; Crédito; Consumo; Infraestrutura; Saúde; Trabalho, Produção de Bens e Serviços e Transporte. Essas cooperativas reunidas possuem um ativo total de. mais de 655,4 bilhões de reais; um ativo imobilizado de 58,6 bilhões; patrimônio líquido de 145,7 bilhões; capital social de 55,3 bilhões; sobras (que em empresas são denominadas de lucro) do exercício de 23,0 bilhões e ingressos (faturamento) de 414,9 bilhões. Fazendo um recorte para a Bahia, nota-se que o cooperativismo vem se expandido de forma significativa nos últimos anos, conforme dados levantados pelo Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado da Bahia – Oceb.

 

As cooperativas que estão registradas na Oceb apresentaram os seguintes dados patrimoniais: ativos totais de mais de R$ 5.134.423.601,93 de reais; ativo imobilizado de R$ 157.616.772,15; patrimônio líquido de R$ 1.077.974.101,93; capital social de R$ 547.955.575,74, sobras (que em empresas são denominadas de lucro) do exercício de R$ 125.090.099,00 e ingressos (faturamento) de R$ 4.973.604.052,74.

 

 E se compararmos em relação aos quatro últimos anos o percentual mostra o quanto crescemos se compararmos com o crescimento do PIB da Bahia. O nosso crescimento médio nos últimos quatro anos (2017 a 2020) mostra a seguinte evolução patrimoniais das cooperativas, segundo dados da OCEB: Ativos Totais, variação de 47,2% (quarenta e sete virgula dois por cento): Ativo Imobilizado, variação de 26,9% (vinte e seis virgula nove por cento); Patrimônio Líquido, variação de 34,5% (trinta e quatro virgula cinco por cento); Capital Social, variação de 10,9% (dez virgula nove por cento); Sobras (lucro) do exercício se considerados os dados de 2018 a 2020, variação de 7,1% (sete virgula um por cento), Ingressos (faturamento), se considerados os dados de 2018 a 2020 a variação de 31,2% (trinta e um virgula dois por cento.

 

O PIB Baiano segundo site da SEI-BA na sua sequência histórica foi: 2017 de 0,0, 2018 de 2,3, 2019 de 0,8%, e 2020. foi de -3,8%. Como observamos o PIB da Bahia foi bem abaixo da média do crescimento das cooperativas na Bahia. Assim, observamos que o crescimento das cooperativas na Bahia, nestes últimos anos, é muito significativo, especialmente considerando o crescimento do PIB baiano.

 

Isto vem comprovar que os investimentos em formação de dirigentes e empregados das cooperativas, através do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo no Estado da Bahia – Sescoop/BA, vem dando resultado, bem como os trabalhos desenvolvidos pelas cooperativas, junto as comunidades e seus cooperados, e as orientações e representação realizadas pela Oceb.

 

 O Sistema Oceb tem a certeza de que os trabalhos compartilhados, a atuação com solidariedade, que é a essência do cooperativismo, e o fortalecimento do viés econômico nas cooperativas são o caminho de desenvolvimento sustentável da nossa sociedade. Nossas cooperativas estão em todos os territórios baianos, e assim integram de forma compartilhada o desenvolvimento de toda a Bahia. E é importante destacar que cada território tem sua forma de desenvolvimento das cooperativas, sempre respeitando a cultura de cada região, e, por isso, constroem um cooperativismo integrado com os costumes locais.

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